Professor de Direito da USP Envolvido em Acusações de Assédio e Abuso Sexual
Nos últimos anos, as discussões sobre assédio e abuso sexual ganharam destaque em diversas esferas da sociedade. Contudo, mesmo com a crescente conscientização, ainda há muitos casos que chocam quando vêm à tona, principalmente envolvendo instituições de ensino superior. Recentemente, o professor de Direito da Universidade de São Paulo (USP), Alysson Mascaro, foi alvo de graves acusações de assédio e abuso sexual, feitas por dez de seus ex-alunos. As acusações, que abrangem um período de quase duas décadas, levantam questões preocupantes sobre as dinâmicas de poder e a segurança dentro das universidades.
As alegações contra o professor Alysson Mascaro incluem uma série de comportamentos inadequados, como avanços sexuais indesejados, beijos forçados e até mesmo casos de estupro. Segundo as denúncias, o professor teria utilizado seu status e influência para pressionar os alunos a se envolverem sexualmente com ele, sob a promessa de apoio profissional e oportunidades no mundo acadêmico. Todos os acusadores são do sexo masculino, com idades entre 24 e 38 anos, e a maioria afirma ter conhecido Mascaro através do Grupo de Pesquisa em Direito Crítico e Subjetividade Jurídica, vinculado ao Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito da USP.
Os relatos das vítimas descrevem encontros em que o professor mascarava seus atos sob o disfarce de encontros acadêmicos. Em vários casos, afirmam que Mascaro aproveitava momentos em que estavam sozinhos nas dependências da Faculdade de Direito da USP para fazer avanços indesejados. Além disso, há relatos de que ele frequentemente mencionava outros alunos com quem mantinha relacionamentos sexuais, criando um ambiente de intimidação e coação.
O que torna a situação ainda mais alarmante é o fato de que, segundo os ex-alunos, colegas e pessoas próximas dentro da faculdade estavam cientes das condutas de Mascaro, mas não fizeram nada para impedir ou relatar o ocorrido. Um dos relatos mais perturbadores veio de um ex-membro da coordenação do grupo de pesquisa, que disse que alguns integrantes eram encarregados de apagar comentários no perfil de Instagram de Mascaro, onde ele era acusado de assediar estudantes.
As Investigações e a Resposta às Acusações
As denúncias foram trazidas a público após uma investigação aprofundada realizada pelo site Intercept Brasil. O portal de notícias conduziu entrevistas detalhadas com as vítimas, tanto presencialmente quanto por meio de videoconferência, e reuniu e-mails, documentos e capturas de tela que corroboram os relatos dos ex-alunos. Além disso, seis amigos das vítimas confirmaram os acontecimentos, embora todos os envolvidos tenham optado por permanecer anônimos devido ao medo de retaliações.
Em resposta às acusações, a defesa de Alysson Mascaro declarou que as alegações carecem de materialidade e foram baseadas em meios que consideram ilícitos e espúrios. Além disso, ressaltaram que o caso está sob investigação policial. A Faculdade de Direito da USP, por sua vez, afirmou em comunicado que ainda não foram formalmente notificados sobre as acusações, mas que iniciarão um inquérito administrativo caso as queixas sejam oficializadas.
O Impacto das Denúncias e a Necessidade de Medidas Efetivas
Os recentes eventos destacam a necessidade urgente de criar ambientes acadêmicos mais seguros e transparentes. Universidades e outras instituições de ensino precisam adotar medidas rigorosas para prevenir assédios e abusos, e devem garantir que os estudantes tenham confiança no sistema ao relatar tais incidentes. As denúncias contra Mascaro trouxeram à tona questões sobre o silêncio que permeia muitos casos de assédio, seja pelo medo de retaliação ou pela proteção de reputações institucionais.
O caso de Alysson Mascaro não é isolado e se insere em um contexto mais amplo de inequidades de poder dentro das universidades. É crucial que autoridades acadêmicas e governamentais trabalhem juntas para implementar políticas que não só protejam os alunos, mas também responsabilizem os infratores de maneira justa e eficaz. Elevando a transparência e a responsabilização, são passos fundamentais para garantir que as instituições de ensino sejam espaços de aprendizado e crescimento, livres de predadores que abusam de suas posições.
O Caminho a Seguir
A situação atual expressa uma triste realidade enfrentada por muitos estudantes ao redor do mundo. Entretanto, ao trazer à luz tais questões e promover o debate, é possível vislumbrar mudanças significativas no horizonte. Espera-se que as universidades não só punam aqueles que abusam de sua autoridade, mas que também promovam culturas de respeito e igualdade. Os mecanismos de denúncia devem ser facilitados e acolhedores, garantindo a proteção e a dignidade daqueles que se atrevem a falar.
As consequências do caso de Alysson Mascaro ainda são incertas, mas ele serve como um alerta para as instituições de ensino que se encontram em posições semelhantes. A maneira como lidarão com tais alegações pode determinar não apenas o futuro dos indivíduos envolvidos, mas também a confiança do público em suas organizações. Impulsionar a conscientização e tomar medidas proativas deve estar no cerne das agendas institucionais, promovendo, assim, ambientes educacionais mais seguros e acolhedores para todos.
Nat Vlc
Isso é triste, mas não surpreende. Universidades ainda são espaços onde o poder é usado como arma, e os alunos ficam reféns da reputação do professor. É preciso mudar esse sistema.
Elisângela Oliveira
Essa história me lembra de quando eu era estudante e um professor fazia comentários 'especiais' sobre o corpo dos alunos. Ninguém falava nada... até que um dia, alguém teve coragem. Agradeço a esses ex-alunos por falarem.
Francis Tañajura
Só falam disso porque são homens. Se fosse uma mulher, todo mundo diria que ela 'provocou'. Isso é pura vingança por não terem sido escolhidos para o mestrado!
Miguel Oliveira
Lixo. Tudo isso é fake news. Professor tem autoridade, não é predador. Se o aluno não sabe se defender, é problema dele.
Isabelle Souza
Cada palavra desses ex-alunos ecoa como um grito silencioso de quem foi manipulado... Não é só assédio, é uma violência estrutural. O professor usava o conhecimento como gancho, o poder como laço. E a universidade? Silêncio. Complicidade. O sistema protege quem tem nome, não quem tem dor.
Rosiclea julio
Eu já fui aluna de alguém assim... e ninguém acreditou em mim. Por isso, eu me emociono com cada relato. Vocês não estão sozinhos. 💛
Daiane Rocha
A USP tem que agir com transparência, não com burocracia. Se houver provas, demissão imediata. Se não houver, que publiquem os laudos. Mas não podem deixar isso virar um espetáculo de silêncio.
Allan Fabrykant
Vocês estão todos errados. Isso é uma campanha da esquerda pra destruir a academia tradicional. O professor é um intelectual, não um monstro. E se ele beijou alguém? Quem nunca? Isso não é crime, é paixão! E se ele falava com os alunos sozinhos? É chamado de orientação acadêmica, gente! Não é um filme da Netflix!
Sônia caldas
Nossa... isso é pesado. Eu até pensei que era só no exterior que isso acontecia... mas não... aqui também. E o pior: ninguém faz nada... até hoje...
Matheus Alvarez
A verdade é que ninguém quer ouvir. O sistema acadêmico é uma pirâmide de silêncios. Eles não querem saber se você foi violado, só se você vai publicar no Scopus.
Studio Yuri Diaz
A instituição não pode se eximir da responsabilidade ética. A USP, como um dos pilares da educação brasileira, tem o dever de investigar com rigor, transparência e dignidade - não como um tribunal de opinião, mas como um órgão de justiça acadêmica.
Diego Sobral Santos
Vamos torcer pra que isso mude algo. Esses caras mostraram coragem. Isso é o começo de um novo tempo.
Guilherme Vilela
Isso me fez lembrar de um professor que me chamou pra tomar café depois da aula... e depois de 3 meses, eu desisti do curso. Não foi só o que ele fez... foi o que ninguém fez. 🙏
John Santos
Se vocês querem mudar isso, não basta denunciar. Precisam criar canais seguros, treinar os professores, e principalmente: acreditar nos alunos. Sem medo. Sem desculpas.
Camila Freire
Ah, mais um caso de ‘professor bonzinho’ que só queria ajudar... como se todos os homens inteligentes fossem pervertidos. Se fosse uma mulher, todo mundo diria que ela usou o corpo pra subir. Mas não, aqui é só o homem que é vilão.
Leandro Pessoa
Você não pode dizer que é vítima só porque alguém te beijou. Isso é exagero. O mundo não é um conto de fadas. Se você não quer ser tocado, não fique sozinho com ele. Ponto.
Elisângela Oliveira
Se você acha que só por estar sozinho você é responsável por ser abusado, então você é parte do problema. O abuso não é sobre estar sozinho. É sobre abuso de poder. E você está minimizando a dor de quem sofreu.
Nessa Rodrigues
Eu acredito neles.
Isabelle Souza
O professor não é o vilão... o sistema é. Ele só foi o reflexo de uma cultura que permite que homens com poder abusem, e que ensina mulheres e homens a calar. E agora, depois de 20 anos, alguém finalmente falou. Isso é coragem. E não é exagero. É justiça.
Ana Carolina Nesello Siqueira
Você sabe o que é pior do que um professor abusador? Um aluno que se vende por uma nota. Isso é tudo uma farsa. Eles querem fama, não justiça.